quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cidade de Concreto

Levanto as 5 da madrugada
Pego o ônibus anfíbio
Atravesso as marginais
Nas ondas sem rítmo.

Durante o dia,
Sigo o fluxo acelerado,
Trabalho entre paredes de
Concreto, dividido em
Biombos metálicos.

O sofrimento e cobrança
Vem no dia a dia
Se o sol aparecer alegria!
Mas se vem chuva
Estarei numa fria.

É triste pensar em voltar
Ao lar, com tantas
Incertezas
Os móveis para pagar
Mesmo que parte deles
Foram levados na correnteza.

Quem vai andar de avião?
Pousar em pista sem sentido
Com a voz em forma de grito?

Mas, ainda temos um detalhe
E este já foi esquecido,
Quem desmatou o paraíso,
Jogando esgoto nos rios?

Quem vai pagar a conta
De tanto plástico
Resíduo, lixo e o céu
Que poluímos?

E agora, só Deus
Pode renovar o juizo
Em cidade de concreto,
A brisa vem em forma de pingos
E o mar se manifesta
Através de um cáos indescritível.

2 comentários:

  1. Parabens pelo lindo trabalho!

    Bjs...

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  2. Simplesmente maravilhoso (cidade de concreto)parabéns.Tu és muito talentosa, dona de uma mente brilhante e pensamentos nobres.

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